quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Destino (entre)laçado

A euforia deve ser
bem como o momento,
póstumo de outra vida,
a verdade paralela.

Fazer-se-á os passos,
bem como o planejado.
E do companheiro, será,
apenas mais um degrau.

No peito forte vai morar,
e a virtude,
nativa,
ganhar-se-á vida, doce mulher!

Um sonhado sonho
ainda é sonho
mesmo que despertado
do sonho sonhado.

Em vigília por tempos,
o conselheiro luta.
Sempre lutou.
E esperou...

E na retomada do reino,
seu coração, minha senhora
tem o peito...
e o amor de um Rei.

Sirvam do melhor vinho
e declamem os melhores versos.
O mundo irá conhecer
aquilo chamado de felicidade, reservada a nós.

sábado, 8 de outubro de 2011

Sem máscaras

Deve ser a maldição,
talvez, de ser,
o epígono
um tanto quanto sê-lo.

A estaca pregada
remenda, talvez,
a ferida
mas não isenta a inteção.

Entretanto,
dita, é vivida.
E assim foi,
logo, acreditada!

Uma verdade,
então, sempre será!
Como fazer a negação
na mutação ao ódio?

Eis que tolice,
deste mundo,
ou da juventude
em renegar uma'legria.

Na plenitude,
talvez, era inverdade.
Mas no instante,
fora, a entrega.

Aos avanços,
brindamos aos fracassos, também.
E das gerações,
que tal um obrigado?

Tudo é!
No bom ou nas trevas.
O sorriso de hoje
não é obra do acaso.

E de ter tido,
foram abençoados.
Ali,
honre, então, adiante!

Um prazer,
único e trovadoresco.
Muito bem,
seja fiel ao sentimento!

sábado, 24 de setembro de 2011

Labirinto

Uma explosão feroz,
assim de passagem.
Meio amarelada,
alma inócua.

De saudade longe
assim, só de lembrança.
Pensamento lá do futuro.
Oh futuro...

Em quatro patas,
de invenção revolucionária.
Num timbre quase que mudo
o destino traçado em minutos.

E da especialidade
torna-se razão.
Em tempos de kamikaze,
mais um pano branco no chão.

Na super conexão,
a indiferença.
Na sutileza da pergunta,
a maldade mascarada.

E no fio do toque,
o veneno do amor.
Esperançoso e calculista,
xeque-mate, meu senhor!

domingo, 21 de agosto de 2011

Esse é o nosso amor

É um doce brinde,
um gole de tranquilidade.
Vem suave, a descer...
a relaxar!

Perfeita sintonia
entre a palpitação e o nervosismo.
Temperado com o salgado
do suor e da lágrima, contente.

Satisfação cósmica
numa dança meteórica.
Um baile sem escala,
um tom sem palidez.

Exercício fundamental
para o pulmão e a alma.
Terapia na simbiose
da razão com a emoção.

E prece mortal
humana e simples.
Divindade singela...
esse é o nosso amor.

sábado, 23 de julho de 2011

E o prazer... é todo meu.

É num instante assim,
traço simples,
constante, puro...
cheia de si.

Vontade do momento,
ao eterno.
Deitada assim,
deusa do meu destino.

Olhos calmos
cheios de paciência.
Necessidade outrora,
alegria do futuro.

Senhora do meu prazer,
é sim emoção e razão.
Uma pitada minha
e temos juntos nossa benção.

Percebo em ti a luz.
Vi-me
e saudei, é claro,
ao nosso amor... eterno!

Sempre.
Um estado de tempo.
E o nosso...
que será ao nosso jeito.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Do ontem ao eterno

Que espetáculo!
Uma euforia nostálgica.
Lembranças da juventude,
ela vivida há prosperidade!

Traços de risos,
sinônimos de glórias!
Contos saudosos
a cada quantos outra novidade.

Satisfação.
Honra.
Eternidade.
Amigos...

Aquele oi,
abraço sincero.
Um suspiro pesado
e também desejado.

Senti-me em cada olhar,
na boca, a felicidade.
No peito a certeza
do amor por vocês, amigos!





** Que tamanha felicidade esse "encontro", pessoal. Putz! Pode não parecer, e agora vocês não sabem, mas aos olhos trago lágrimas. No peito, a certeza de que a 'geração Emmanuel' vai ser eterna. Que prosa fantástica. Quanta conversa boa.. quanta saudade. História cheia de satisfação, pois é incrível que mesmo atravessando a vida, o carinho é quase que indescritível. Olhar cada um de você de novo, nos olhos... Acho que a gente é que é feliz.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Que seja vida o prometido

Não é assim.
Tão simples e exato.
Há uma sutileza,
veja ali, no cantinho.

Aos olhos uma figura.
Mas... só uma figura.
Tem todo um trabalho,
gestos e risos.

De janela, foi-se o tempo.
No falso escuro
a voz da dor
e o túmulo do amor.

Jogado no poço
junto com sua verdade.
Ao sol que brilha,
meia-vontade, meio-ser.

Assim como os épicos,
exige de quem lê.
Restringe aos poucos
a sensação de gritar em silêncio.

E ao tempo...
que seja fiel a paciência.
E a nós...
que seja vida o prometido.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Você cantaria pra mim hoje?

Não sou eu quem faço
das linhas tortas
uma semântica fiel
do que insisto em cercar.

Das histórias que conto
e dos adjetivos que dou vida.
Da indeterminação
ao metaforismo exacerbado.

Confesso assim, simplesmente.
Não há vida sem sombra
e muito menos cicatriz.
Cicatriz sem ferida...

Reféns do cotidiano.
Sonhadores... vazios!
Imaginação meio pálida,
igual o sorvete derretido no inverno.

E de inércia patética!
Absolutos em esperar
e no encontro de tal
estremecer!

Uma nota musical é mística.
Vive-se décadas, e eu...
Cá estou.
Você cantaria pra mim hoje?

sábado, 25 de junho de 2011

Mais claro que o transparente

Eu busco em todo canto,
uma saudade, uma esperança.
Sintomas de tardes vazias em pranto,
peito castigado, mal de quem ama.

Faço histórias na parede
e vivo nelas meu presente.
Companhia de um saga latente
poeta que brada a catequese.

Durmo todo dia,
brincando de nós.
Você tira fotos por aí
e sorri em todas.

Seus olhos não brilham,
eles gritam de medo.
Você é forte,
menos quando está sozinha.

Minhas metáforas são você.
E eu sei que sabe lê-las.
Nosso afeto é fácil.
Não é justo contrariar o cosmo.

terça-feira, 21 de junho de 2011

O estreito e o confuso



Muito se diz e tanto se fala. Uma enormidade de pensamentos frios sobre nada de interesse em sentimento raro. Verdades miúdas em tamanha indiferença quanto ao que se torna novo. Sensação de injustiça daquele vive uma outra época. Uma realidade fantasiosa. A vivência solitária no mundo do incrível é extremamente perigosa, e cansativa também. O sorriso do palhaço não é de graça, e azar o seu de pensar que ele é um sortudo. O preço da idealização é muito mais cara do que simplesmente um par de lágrimas num dia frio. A frustração é outra eterna batalha, visto que de sonhos todos estão por aí... mas viver só deles é tamanha estupidez. Ao menos não fazendo por onde, passa-se por pedras, que insistem em reproduzir suas pegadas, e além... tem a audácia de procriar no futuro. Futuro daquele distante do qual realmente não sabe-se a paixão. Do que adianta uma dúzia de pensamentos fartos, se o coração não consegue manter-se em vida? A admiração cria um fantasma totalmente forte. Mas àqueles que pensam nisso como plano de carreira, cuidado: o amor, apesar de todo lindo que é, guarda uma batalha infernal. E mais, guarda uma batalha infernal com aquele que o almeja, não com quem se vive. Nem todo romancista é completo. As águas que descem do rio nascem de um coração dilacerado. Até mesmo os deuses sofrem do mal que assola a humanidade. Ou você acha que eles fugiram para as montanhas sem motivo? Já dizia-se pelos bares, no calar da madrugada, que um homem disposto a amar, antes de tudo, deve ter a consciência da dor em carne. Aquela que ninguém ouve e todos duvidam. Uma companheira pra vida toda, pois a batalha não finda. Os olhos embora cheio de brilhos ao tocar a face da amada, esconde uma enormidade de cicatrizes que noutro tempo fora apenas um escudo contra os tolos. E nos dizeres, talvez perdidos, da prosa versada em ritmo, existe uma verdade sentimental muito nobre. Defendo com unhas e pontapés os desbravadores da solidão. Tenho eterna simpatia, pois machuca... tanto a indefinição de ficar quanto de partir. Nos moldes de um coração eternamente apaixonado diria aos céus que tomasse cuidado ao escolher seus semeadores. Por Deus me faça um insolente na próxima vida, ou então me faça uma árvore. Daquelas que posso viver longe, sozinho e sem muita vida em volta. Onde eu possa crescer rumo aos céus, e até brincar de dançar sozinho ao sabor do vento. Onde eu possa ser único e não sentir-me estranho quanto a isso. Saber que poderei deixar descendentes e que estes poderão ser mais parecidos comigo. E saber que no fim da minha história poucos sentirão minha falta, e que os outros continuarão o legado, não meu, mas do mundo... da família. Quisera o destino se encarregar de levar consigo toda a dor também, e mais, fazer com que não pareça uma loucura ser... e que deixe-me ter vivido!