quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A nós!

O dia nasce
e os pássaros cantam.
O cheiro doce da manhã 
e a saudade logo aparece.

Faço nossa prece
e também umas melodias.
O espelho me vê 
e dançamos de alegria.

A mágica aparece
e então fico assim...
O dia todo assim,
com um sorisso infinito.

Eu recuperei meus anos
e também uns sonhos.
Levantemos os copos
e um brinde ao nosso sempre!

sábado, 29 de outubro de 2016

Ele gosta de mim

E eu acordei.
Senti um suspiro.
Veio do fundo.
Veio de longe.

O coração sorriu.
A alma sonhou.
O espírito dançou.
A imaginação realizou. 

Foi um bom papo.
Percebi seu poder.
Conheci o mundo
e uns bons camaradas.

E sei que fui abençoado.
Eu tenho você!
Na minha vida, 
não existe toque de Deus maior que esse!

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A certeza do saber

Nos encontramos.
e não foi desencontro.
E o nosso abraço...
Ah! Tudo foi dito!

Entro no seu mundo
e você é minha convidada.
Levanto-te aos céus
e você sorri comigo.

Um acorde perfeito.
O sinal sintonizado.
Uma tarde perfeita.
A história do amor.

Nossa canção no rádio
e a estrada por seguir.
Vivemos nos clássicos
perpetuando o nosso existir.

E você sabe dos meus sonhos.
E eu sei o que não quero perder.
E você sabe do meu romântico.
E eu sei que você é minha mulher!

domingo, 14 de agosto de 2016

Horas que voam

Andei muito pela sala,
rodei léguas.
Muitas noites,
e uns longos dias.

Não foi uma luta,
mas você resistiu bem.
Dentre tantas batalhas,
finalmente paz e esperança.

Sozinha não andaste,
e teimoso eu foste.
Fardamento inusitado
e por que não dois copos?

Nos perdemos nos risos,
nas histórias e na alegria.
E de olhos cerrados,
escrevemos nosso conto.

Me despi,
e não senti o frio.
Você não fugiu,
e me acolheu calmamente.

Horas que voam,
e nem percebo,
que de tudo
à sua voz me acostumei.

Despeço-me,
(não por querer),
e para irritar-te,
(não por querer),
agradeço,
(mas por te querer),
fizeste meu céu azul!

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Perdido em você

Eu sou,
Eu estou.
Agora e... é!
Ação, estado e sentimento.

Sem lágrimas
nem um "poderia ser".
Eu acredito
Façamos acontecer.

Não há hesitação
tampouco tempo.
Inércia mata.
Eu conquisto.

Sem segredos,
sem leviandade.
Peito aberto
coração na puberdade.

Não acenda o fogo,
seja a faísca.
Não cerre os lábios,
seja o beijo.

Suspire,
de canto de boca.
Perna que treme?
Borboletas que voam.

Meus olhos, a ti, somente
e tanto, e eternamente.
E ao meu lugar no mundo,
encontro-me perdido em você.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Muito mais do que palavras

Foi terminado o ato.
Distraí-me. Que tolo!
A sabedoria é vasta
e deve ser respeitada.

Ignorei o seu estado.
Fechei os olhos ao todo.
Acreditei na farsa
e me quebrei na jornada.

Um discurso denso
é também um segredo.
Esperei você, e o momento.
Eu não tive medo.

Ouvi a sua morte
e tive pena do seu silêncio.
Desejamos-nos sorte
foi o fim do nosso início.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Definindo o indefinido

O mais belo gesto,
o mais doce sorriso.
A mais bela história
a mais pura alegria.

O suave encontro,
o perfeito instante.
O epitalâmio singular,
o sonho real.

Uma mão com vida,
Um desejo revelado.
Uma película ao fundo,
um poeta realizado!

Uma sintonia criada,
um Oi diferente.
Uma paz n'alma,
um sentimento envolvente! 

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Uma saudação chamada Oi

Eu digitei um Oi,
sem vírgula
tão pouco outra pontuação.
Foi um Oi.

Seguiram-se os dias,
e umas músicas.
Houve um sonho
e até uns planos.

Foi um Oi.
Mas também um abraço.
Gargalhadas sincronizadas
e dedos entrelaçados.

Não houve mentiras,
lágrimas ou susto.
Houve uma Lua,
e uma ansiedade juvenil.

E cá estamos,
depois daquele Oi,
uma narrativa só,
sem a chance d'um Adeus.




terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A noite de maio

Era ursa maior
em sua noite plena,
densa e longa.
Era mais uma vez...

Dois brilhos
e sem estrelas.
Um trovador sem trilhos
guiado pela sua donzela.

Houve confusão.
Ainda hoje não sei
se foi o vento
ou se foi a emoção.

E o dia amanhecia,
você distanciava.
E enquanto eu morria
você não me amava.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O fim do show

Foi no ato dois.
Eu errei a fala
e você não poupou.
Me tirou de cena.

Como eu ensaiei,
e até mesmo voei.
Perto do sol queimei
e novamente errei.

A cortina fechou,
e a luz em penumbra
deixou o palco frio
e meu peito que sangra.

Não tive glória
e nem um abraço.
Foi uma aventura ilusória
e fez-me de palhaço.

O ensaio acabou
e todos levantaram-se.
Não houve festa
e não ouvi aplausos.

Não teve nem vinho
nem mais uma memória.
Vou embora sozinho
tropeçando na nossa história.